quarta-feira, 20 de outubro de 2010

O meu BENFICA CAMPEÃO.

Adoro o meu Benfica. Sempre fui do Benfica. Sócio há quase 25 anos e por norma apoiante de quase todas as decisões que são tomadas neste emblemático clube, em especial por esta última direcção, também tenho o direito de discordar com alguns apelos efectuados pelo Presidente.
O último deixou-me boquiaberto e de forma alguma posso concordar com ele. O boicote, por parte dos adeptos, aos jogos do meu Benfica fora do Estádio da Luz. O Presidente Luís Filipe Vieira excedeu-se. Pior ainda foi boicotar, ou melhor, pressionar os adeptos a não se deslocarem aos estádios dos clubes "mais pequenos" e abrir uma excepção para a deslocação ao Estádio das Antas. Embora não concorde, mas se fosse o contrário, ainda se tolerava, face aos últimos acontecimentos que têm surgido para os lados do Porto.
Agora, pedir aos adeptos para não se deslocarem aos estádios de clubes que têm um bom relacionamento com o Benfica, e que para eles é uma lufada de ar fresco nas suas finanças, não posso concordar.
O Benfica é maior que todas estas "guerrinhas" de bastidores e não são os adeptos, o clube ou mesmo os outros clubes a pagarem por escaramuças entre direcções, presidentes e concelhos de arbitragem.
O meu apelo é que todos os benfiquistas continuem a apoiar o nosso Benfica campeão, independentemente onde ele jogue ou se desloque em nome do desporto, do futebol e do nosso grande clube.
Com todo o respeito pelo Presidente Luís Filipe Vieira, pelo qual nutro estima e admiração, não posso concordar com esta decisão.
Força BENFICA......
Eduardo Dias

domingo, 10 de outubro de 2010

Mais uma "guerra" num país de incultos... Sector público/sector privado.

Já não bastavam as guerrinhas parvas e sem fundamento entre Norte/Sul, Lisboa/Porto, Benfica/Porto, entre outras, para agora nascer mais uma: Sector público/sector privado. Face às medidas de austeridade que vão ser impostas pelo governo ao sector público, tenho lido, ouvido e assistido a vários comentários de algumas pessoas que louvam essas medidas, considerando-as ainda brandas de mais. Já vi expressões do tipo: "É bem feito", "essa gente ainda merecia mais", " a função pública não produz nada", "são os responsáveis pela ruína do país" etc,...
Estas pessoas, incultas e ignorantes, esquecem-se que o sector público/privado se complementam um ao outro e ambos são necessários. Saúde, ensino, segurança, protecção social, entre outros, a preços reduzidos são assegurados pelo Estado que inclui o sector público. O sector privado usufrui destas regalias, embora também paguem impostos e efectuem os seus descontos.
A fuga aos impostos do sector público, deve andar próximo dos 0%, enquanto no sector privado é monstruosa devido aos ordenados mínimos fictícios, aos envelopes por baixo da mesa, às caixas registadoras abertas, aos molhos de notas nos bolsos, etc...
Não estou de forma nenhuma a defender o sector público nem a "atacar" o sector privado, mas sim a alertar alguns incompetentes e mal formados que se manifestam de forma arrogante contra quem trabalha e dá o seu melhor, mas que tem a infelicidade de ser funcionário do Estado.
Não vale a pena "cantar de galo", porque estas medidas vão-se reflectir em ambos os sectores e para o comprovar, vamos deixar passar algum tempo.
Como dizia Teófilo Braga, "o país de incultos e incompetentes", pouco melhorou em minha opinião, e mantém-se em pelo menos uma boa parte da sociedade.
Eduardo Dias


terça-feira, 14 de setembro de 2010

Nem tudo o que é português é bom...

A Galp, conceituada empresa petrolífera portuguesa, não para de nos surpreender!
Pena é que seja sempre pela negativa e com um único objectivo: explorar, sacar, e roubar ao máximo os seus clientes.
Além de ter o monopólio dos combustíveis em Portugal e liderar sempre os injustificados aumentos sem que seja repreendida (só a Autoridade da Concorrência é que não vê a cartelização que existe), opta sempre por medidas e atitudes em que o mais prejudicado é sempre o consumidor final.
Começou por comprar pequenos postos de combustível de revendedores, que lá iam fazendo um descontozito de 5 cêntimos/litro, de forma a aumentar o seu monópolio e gastar assim alguns dos seus milhões (são tantos que por vezes têm alguma dificuldade em aplicá-los) prejudicando o consumidor final. 
Mais recentemente a Galp teve uma ideia brilhante: vender combustíveis "low coast" sem aditivos, mais baratos e menos poluentes, o que é sempre bom para todos. Até aqui tudo bem, mas o problema é o local onde instalou a primeira bomba "low coast": Em Setúbal, junto às do Jumbo.
É a prova que a Galp pode vender mais barato, mas não tem o mínimo interesse em servir bem os seus clientes, visando unicamente o lucro. Faz jogo sujo e concorrência desleal com aqueles que têm respeito pelos consumidores  (quem abastece nas bombas do Jumbo não é obrigado a fazer compras no Hiper).
Sinto uma falta de respeito desta empresa pelos seus consumidores, que a colocaram no patamar em que está, que optei por mudar e dizer NÃO à Galp, independentemente de ser portuguesa. Uma mudança de atitude só lhe ficava bem, todos ganhavam, inclusivé a própria Galp.
( Pelo meio disto ainda se meteu o triste e repugnante negócio das vuvuzelas,mais uma vez com prejuizo para o consumidor final)
Eduardo Dias   

sexta-feira, 25 de junho de 2010

A minha homenagem a José Saramago...



Fiquei incrédulo com as reacções de muitos portugueses à morte de José Saramago! Não percebi!

Acusado de saír do País, de defender uma federação Ibérica ou mesmo de não dizer bem de Portugal, e claro de ser apoiante do partido comunista. Em minha opinião este é que era o principal problema.

Pergunto eu?

Será melhor dizer bem ou fazer bem? É sem dúvida fazer bem.

Saramago sempre fez bem e colocou o país no mais alto patamar da cultura mundial. São pessoas como estas que dignificam o país, que o dão a conhecer ao mundo, que o fazem crescer e que o colocam no topo da pirâmide mundial, neste caso da literatura. Aos portugueses que o criticaram e preferem glorificar e adorar maus políticos, corruptos e mentirosos, que em vez de fazer bem dizem bem, não tenho palavras para eles.

José Saramago sempre disse o que pensava, defendeu os seus ideais e não contribuiu de certeza nem colocou o país na lama nem na vergonha mundial que actualmente atravessa. Ele não contribuiu para a degradação histórica de uma Nação, antes pelo contrário, elevou-a ao máximo.

José Saramago vai ficar na história como um dos maiores vultos da cultura portuguesa, recordado e reconhecido em todos os cantos mundo, nesta sua passagem pela vida. Os outros adorados por alguns portugueses serão certamente esquecidos e ignorados.

Aos que o criticam, não vou responder, mas cada um é livre de dizer o que pensa e de defender os seus ideais.

Se Saramago defendia uma federação ibérica, eu vou mais longe e defendo uma união dos dois países num único só que até poderia ter o bonito nome de... Ibéria. Não são os orgulhosos e os patriotas que glorificam e fazem crescer um país. A história está escrita nos livros, está documentada e Portugal, ao que parece não a sabe preservar....

A José Saramago....


Eduardo Dias

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Nokia e Mazda: desrespeito total e falta de lealdade pelos seus clientes...



Irrita-me profundamente quando as marcas/empresas não cumprem com as regras básicas de boa educação ou para fugir aos seus compromissos incriminam com desculpas esfarrapadas os seus clientes. Estes dois casos aconteceram-me recentemente com a Mazda e com a Nokia.


A Mazda não mostra o mínimo respeito pelos seus clientes, a não ser quando se trata de vender veículos. No meu caso, devido a um pequeno problema, identificado pela marca (chapeleira da mala da Mazda 6), tanto a Santogal como a Mazda Portugal não se dignam a responder a um mail (quando responderam, ao fim de muito insistir foi a dizer que iam ver o caso e nunca mais) ou uma carta registada. Os seus responsáveis acobardam-se atrás dos computadores e dos telefones mostrando um desrespeito e uma falta de educação para com os seus clientes. Desde Setembro que ando a tentar resolver o meu problema, e não me conseguem dizer: Desculpe mas não conseguimos resolver o seu problema, ou, vamos resolver o seu problema. Estou desiludido com os responsáveis da Mazda, os quais considero irresponsáveis, mal formados e sem o mínimo interesse em defender a marca. O meu alerta para quem pensa em comprar um Mazda.


O segundo caso tem a ver com a Nokia. Um telemóvel Nokia X3 que comprei, ao 2º ou3º dia começou com alguns pequenos problemas, mas pouco relevantes. Um mês e meio depois, enviei-o à Nokia porque estava na garantia (não tinha o mínimo risco ou dano visível). Passados uns dias é-me devolvido pela Nokia, como tendo "a placa central empenada e assim perdeu a garantia".

Gastei 140 euros e fiquei sem telemóvel.

A Nokia usa por sistema duas avarias tipo: Placa central empenada ou humidade no interior do telemóvel, para fugir aos seus compromissos, nomeadamente a garantia. Isto foi-me confirmado por um responsável de vendas de uma loja de telemóveis. São irresponsáveis e não mostram o mínimo interesse nos seus clientes. Se a moda pega para os LCD, plasma e outros electrodomésticos, estamos desgraçados. Nokia, nem pensar e um alerta a todos os que estão a pensar comprar algum.

A Mazda e a Nokia, eram duas marcas em que confiava plenamente, mas, talvez não por elas mas sim pelos seus responsáveis perdi toda a confiança e não aconselho.


Eduardo dias

terça-feira, 30 de março de 2010

Provocações...



As redes sociais são actualmente uma ferramenta ao alcance de todos com um potencial inesgotável, em todas as áreas e sectores de actividade, nas mais diversas partes do mundo. Mas, elas têm o melhor e o pior. Como já disse anteriormente, elas estão no topo das cusquices , mas pior do que isso é a recente praga que se instalou nas mesmas nos últimos tempos levadas a cabo por alguns dos seus ilustres utilizadores: Os joguinhos inúteis, infantis, e de pouco bom gosto mas que actualmente minam, dominam e esgotam as páginas do faceboock. Dizia-me um amigo há uns dias: "Já desisti do facebook porque não se aprende nada. Cada vez que lá vou só vejo hortas, bonecos, peixinhos, bicharocos, troféus virtuais etc...". Concordo com ele.

Existem actualmente muitos outros meios virtuais e mais eficientes para os jogos e que não "congestionam" as redes sociais. Estas deviam ser usadas para outros fins como contactos pessoais e profissionais, cultura, troca de opiniões, cidadania, ambiente, desporto, lazer etc....


Não sou de forma alguma contra os jogos, mas também não tenho o mínimo interesse na "horta do meu vizinho" (FarmVille) ou no bicharoco que nasceu num Zoo virtual (Zoo World) . Actualmente tenho 64 pedidos para os referidos jogos e ainda há pouco tempo os ignorei todos.

Cada coisa no seu lugar e não me parece o local ideal para bricadeirinhas de crianças, pois é um espaço que pertence a todos. Também me podem dizer: se estás mal muda-te. Aceito, mas é a minha opinião.
Se o Facebook começar a ser pago, como já se fala, até sugiro uma taxa adicional à ocupação do espaço virtual por parte dos "agricultores", "lutadores", "Criadores" etc... pelos danos causados aos transeuntes virtuais e aos que aproveitam as tecnologias e as colocam ao seviço da Humanidade.
Que me desculpem os jogadores, mas são as minhas provocações...
Eduardo Dias

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

A incompetência do ministro das finanças


Infelizmente Samuelson (um génio da economia) faleceu há pouco mais de um mês. Se fosse vivo e tivesse conhecimento da "obra" do ministro das finanças, Teixeira dos Santos, ficaria estupefacto e interrogar-se-ia como é possível Portugal ter neste cargo uma pessoa que desempenha as suas funções de forma tão grosseira. Teixeira dos Santos já foi considerado o pior ministro das finanças da UE, mas se fosse a nível mundial deveria subir poucos lugares. A história do défice é impressionante. Antes das eleições, era de 5,9%, depois das mesmas já ia para os 8%, mais tarde,antes da apresentação do orçamento de estado já era 8,9% e agora já são 9,3%. Como é possível acreditar em pessoas assim? Mais grave, foi ter dito o seguinte: "não percebo como é que o défice chegou aos 9,3%".
Assim não vamos lá. Não se olha a meios para por os interesses do partido e os deles, recorrendo a mentiras e jogadas baixas contra os cidadãos. São formas grosseiras de fazer política que em nada dignificam Portugal. Não é preciso estar muito atento para ver como as instituições internacionais já olham com alguma desconfiança para o nosso país.
Enfim... vamos aguardar, mas, a mim não me oferecem confiança nenhuma. Portugal não merece isto.





Eduardo Dias