domingo, 12 de novembro de 2017

O Panteão Nacional...e os eventos!

Muito se tem falado, muito se tem opinado, muito se tem criticado e muito se tem "postado" sobre o
jantar de encerramento da Web Summit no Panteão Nacional.
Eu, pessoalmente, não me sinto nada ofendido e não creio que tenha sido posta em causa a dignidade, a coragem, a determinação ou mesmo os feitos de tão ilustres personalidades da sociedade portuguesa que ali Jazem.
Estamos sim numa época em que a crítica fácil, o "show off", o pessimismo (tipicamente português), o dizer mal e a "tentação" de nos auto denegrirmos prolifera. Está na moda! As redes sociais e os media são as ferramentas utilizadas.  Acredito que a grande maioria dos que criticaram o referido jantar não dedicaram um minuto sequer a pensar na situação, no contexto ou mesmo naqueles que ali jazem.
Tenta-se a todo o custo encontrar culpados!
Paddy Cosgrave, fundador da Web Summit, não o é de certeza porque se o espaço o permitia, nada a opor. Mais, ele, como qualquer irlandês não vê a morte como nós portugueses. Eles celebram a morte, festejam quando algum ente querido os abandona. Paddy Cosgrave ainda teve a amabilidade de pedir desculpa a Portugal e aos portugueses.
O Governo de Portugal também não creio que seja culpado porque não foi, nem tinha que ser informado de tal jantar. A organização limitou-se apenas a cumprir o diploma que permite eventos no referido espaço mediante o aluguer do mesmo e cumprindo os preços tabelados no referido diploma.
A haver culpados, embora eu assim não o entenda, tem que ser quem criou o diploma, ou quem o alterou, e não especificou os eventos "proibidos" no Panteão Nacional. O executivo anterior: Pedro Passos Coelho/Paulo Portas.
Deixemo-nos de lamechices, de críticas fáceis e de mediatismos....
Parabéns Portugal pela excelente organização da Web Summit!
Parabéns Paddy Cosgrave pela criação de tão ilustre evento!
Homenagem sentida a todos os que jazem no Panteão Nacional.
Eduardo Dias

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Somos todos cobardes ou sofremos do síndrome Genovese?

Catherine Susan Genovese
Os recentes acontecimentos de violência em Portugal na discoteca Urban Beach em Lisboa e junto ao
Mc Donnald´s em Coimbra, deixam-nos perplexos perante a inércia, ou mesmo indolência, do Ser Humano.
É no mínimo constrangedor ver, através dos media, dezenas de pessoas a assistir e registar actos bárbaros de violência, a indivíduos já indefesos, por vermes da sociedade. Autênticos bisontes enraivecidos. Refiro-me aos três seguranças da discoteca e aos dois manos de Coimbra (fico por aqui).
Mas não é a estes cinco parasitas que me quero referir. É sim, às dezenas de pessoas que assistiram e registaram as duas cenas de violência.
Será que eram todos cobardes? Será que sofriam todos do síndrome Genovese? Certo é que todas elas partilhavam o "efeito espectador". Complexo!!!
Talvez o síndrome Genovese seja o que melhor se adequa e explique a reacção, ou falta dela, de todas estas pessoas. E porquê? Porque a cobardia não é comum a grupos de pessoas, mas sim a pessoas isoladas, enquanto que o síndrome Genovese provoca nas pessoas o "efeito espectador", ou mesmo a "responsabilidade difusa". Pior ainda, quanto maior é o grupo menor a probabilidade de ajuda/socorro. 
(O síndrome Genovese:
Nos anos trinta, do século passado, Kitty Genovese foi esfaqueada até à morte junto à sua casa em Nova York perante a inércia dos vizinhos. Ninguém se meteu. Melhor, ninguém prestou socorro. A atitude destas pessoas e o facto de Kitty morar com uma companheira, levou a que vários psicólogos se debruçassem sobre este fenómeno).
Este fenómeno social psicológico é o melhor exemplo de como não cumprimos da melhor forma o nosso papel de cidadão. Vivemos em sociedade mas não fazemos o que nos compete pela sociedade. Esperamos na maioria das vezes que o/os outro/s tome/m a iniciativa...
Não somos todos cobardes, mas creio que todos sofremos um pouco do síndrome Genovese.
Eduardo Dias




quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Os Insanos que tanto perturbam Joana Amaral Dias!




Tristeza!!!

Esta senhora enxovalha a política, os psicólogos (sendo ela uma psicóloga), as mulheres e um país inteiro que se chama Portugal.

 Na campanha eleitoral para as eleições autárquicas da Câmara Municipal de Lisboa, o Movimento Nós Cidadãos, propõe e defende através da sua líder, ideias aberrantes e completamente desfasadas da realidade, tais como: 
"A criação de uma divisória nos transportes públicos para uso exclusivo das mulheres, de forma a defendê-las do assédio sexual dos homens". 
Como é que isto é possível nos dias de hoje!!! Joana, tens sempre a hipótese da Arábia Saudita, do Irão ou mesmo os carmelos (conventos de clausura). O convento de Sº José, em Fátima, é uma boa hipótese para ti. Aí estás livre dos insanos que tanto te parecem apoquentar! Os Homens. 
Sabes, a Política é demasiado nobre para fazeres parte dela. Ah! aconselho-te a leitura de "A Política" de Aristóteles. Vais ver que melhoras.....

Eduardo Dias


sexta-feira, 24 de março de 2017

Amiga! Uma flor e uma música... para ti.

Amiga!... para ti....
Podes não estar bem! Compreendo. Mas, não tenho dúvidas, que a tua alegria contagiante continua e nada a vai aniquilar... Sê forte! 
E eu, quero ver aquele sorriso, a boa disposição e a alegria que me habituaste, o mais depressa possível. Acredita, que a tua boa disposição é mesmo contagiante! 
Sente-se um vazio, falta o colorido, abunda a saudade e os locais por onde passas, não brilham tanto como quando estás presente...
Sabes, a vida é uma passagem, pequenina, por este mundo louco!
Só os fortes, os persistentes, os melhores conseguem superar as adversidades, em que, por vezes as "ditas" forças supremas não exerceram o seu papel na perfeição. Mas tu és forte, não tenho dúvida.... e vais conseguir.
 Mais tarde, essas mesmas forças, corrigem as falhas e apagam aquela que foi uma fase menos boa na vida das pessoas que são especiais. E tu és especial. 
Acredito que vai correr bem. Acredita também!
Mais tarde, quando tudo estiver superado, e não vai demorar muito, o teu sorriso vai voltar a brilhar, vais voltar a derramar simpatia, vais voltar a ser feliz.... muito feliz.
AMIGA, vais estar mais forte, mais alegre, mais bonita, mais especial e mais confiante porque superaste com sucesso aquela que foi provavelmente a batalha mais difícil da tua vida. Acredita.
Estou contigo! Força... 
Para ti...AMIGA!

(Um dia explico-te o sentido/significado desta música)

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Marianne, Suzanne, Janis Joplin... As mulheres de Leonard Cohen e o mítico Chelsea Hotel.

Tranquilamente, como era seu timbre, Leonard Cohen deixou-nos aos 82 anos. A voz melancólica,
sublime e quase espiritual do Canadiano foi-se embora...
O Homem que se interrogava sobre a natureza do Homem e de um Deus todo poderoso, já sabia que a sua "viagem" estava para breve. Há cerca de um mês, e um mês após a morte dela, despediu-se de Marianne Ihlen (o amor da sua vida) assim: "Ainda te encontro pelo caminho".... "eu acho que vou seguir-te muito em breve". E foi... Simplesmente seguiu o caminho pelo qual tanto se interrogava: a  sua própria mortalidade.
Não é do cantor, do músico (que creio já não há quase nada a dizer), do amante de literatura que estou a falar:  É de Leonard Cohen, do Homem, da pessoa, da sua vida.... e que vida.
Cohen, depois de se formar em literatura no Canadá, muda-se para Nova York onde ganha uma nova bolsa de estudo e edita o seu primeiro livro. O sucesso deste permite-lhe viajar para a Europa e instala-se em Londres mas, cedo se fartou da vida londrina. Muda-se então para a Ilha de Hidra na Grécia. Aí começa a vida louca, de sonho, de músico, de cantor, de amor, de muitas mulheres que lhe serviram de inspiração.... A vida de sonho.
Na Ilha de Hidra, conhece e seduz a norueguesa Marianne Ihlel, "a mulher mais bonita do mundo". Foi o amor da sua vida, a sua musa inspiradora da qual surgiu o êxito "so long Marianne" e com quem viveu vários anos. A diva da sua vida, Marianne, foi "raptada" a um tal senhor que por sua vez era amante da namorada de Cohen à altura.... vidas loucas...anos 60. Deixou-lhe marcas para toda a vida.

Nas suas viagens/escapadinhas a Nova York, instalava-se sempre no mítico Chelsea Hotel (a sua casa em Nova York) e aí conhece Janis Joplin, no elevador "era um grande frequentador do elevador desse hotel" disse ele mais tarde. Desta musa, para ele, (diva para mim) surge inspiração para o tema "Chelsea hotel", escrita em Asmara (Ethiópia) um ano após a morte de Janis.
Mais tarde, nos anos 70 conhece Suzanne em Los Angeles. A americana, é a mãe dos seus dois filhos (Adam e Lorca) com quem vive cerca de uma década. Provavelmente esta foi a relação mais "séria" da sua vida. Ao contrário do que muitos pensam e afirmam, Suzanne não foi a inspiradora do memorável tema "Suzanne" que tanto sucesso fez. A Inspiradora foi Suzanne Verdal, mulher de um amigo de Leonard Cohen... como sempre, a "derramar" charme.
A vida continuava e mais tarde, Cohen "encontra" na Ilha de Hidra a francesa Dominique Issermann. Uma fotógrafa com quem viveu e/ou visitava várias vezes em Paris, e que foi responsável pelo primeiro videoclipe do famoso tema "Dance Me to the end Off Love". No interior do álbum "I´m Your Man", deixou-lhe uma mensagem: "todas estas músicas são para ti, DI".
Já em final dos ano 80, conhece a atriz americana Rebecca de Mornay, célebre em vários filmes, mas que também se tornou uma das mulheres de Cohen! Fez parte da co-produção, a pedido dele, do álbum "The Future" que lhe foi dedicado. Este, inclui no interior uma passagem da bíblia sobre Rebecca, mulher de Isaac.
Leonard Cohen, ao seu estilo, teve uma vida de sucesso, tranquila, arrebatadora, romântica. Nunca casou (a melhor "cartada" da sua vida), tinha uma voz de sonho... era o ideal de Homem.
Leonard Cohen
"Quero apenas desejar-te boa viagem. Adeus velha amiga. Encontramo-nos no caminho".
Eduardo Dias





terça-feira, 1 de novembro de 2016

Mazarine Pingeot... a filha da "outra"!


Bonita, elegante, culta, filosofa, escritora... falo de Mazarine Pingeot. Tal como a mãe, Anne Pingeot, Mazarine é simbolo de elegância, de cultura e "nata" da alta sociedade francesa.
Mas, Mazarine tem algo de diferente! É filha da "outra". Como costumo dizer, e com todo o respeito pelas mulheres, o papel de "a outra" é o melhor que qualquer mulher pode ter (não vale a pena explicar aqui pormenores).

França, é o simbolo da liberdade, da igualdade e da fraternidade! Mazarine simboliza tudo isto. É fruto de uma relação de Anne Pingeot com François Mitterrand. Anne Pingeot, a mãe, foi provavelmente a amante ou "a outra" (como gosto de chamar com todo carinho e respeito) da mais longa história de amor de um presidente francês e não sei se de todo o mundo: 32 anos de amor, de sigilo e muitas outras histórias do "dono" do Palácio do Eliseu. Claro que não foi lá... pois aí residia a Primeira Dama da República Francesa.
Tal como a mãe, Mazarine, guardou o segredo durante toda a infância, adolescência e mesmo como adulta. É de louvar!!! Foram 32 anos... Quando François Mitterrand morreu, foram ambas ao funeral.
A tão nobre atitude, de ambas, não chamo segredo de estado mas talvez, respeito ao estado, à democracia, à liberdade e às pessoas.
Mais, Anne Pingeot tal como a filha Mazarine, apenas divulgaram o "segredo" 20 anos após a morte de Framçois Mitterrand e 5 anos após a morte de Danielle Mitterrand, a Primeira Dama.
Creio que este é um exemplo fascinante de respeito pelas pessoas pela liberdade (que tem limites) e pela República de duas Senhoras da alta sociedade francesa.
A Mazarine e Anne pingeot....
Eduardo Dias    

sábado, 15 de outubro de 2016

O Nobel da Literatura.... 2016

E o vencedor é .... Bob Dylan!
Surpresa! Loucura! Sim é mesmo loucura. O meu ídolo da música americana venceu. E logo, o Nobel da literatura.
Bob Dylan foi provavelmente o mais inesperado vencedor do Nobel da Literatura de todos os tempos. Mas merece. A Real Academia Sueca surpreendeu tudo e todos ao galardoar uma das maiores lendas vivas da música folk americana. Cantor, compositor, ator, pintor e escritor, Bob Dylan foi premiado aos 75 anos com aquele que é provavelmente o seu maior prémio.
" A criação de novas formas de expressão poéticas no quadro da grande tradição da música americana" foi a justificação da Real Academia para tão surpreendente escolha. Muitos terão ficado desiludidos, mas acredito que serão mais os que ficaram contentes ou mesmo eufóricos, (como eu) em especial os que tiveram ou têm o privilégio de cantar e de ouvir as músicas compostas por este Senhor. São intemporais e um hino à folk music as interpretações a solo ou em dueto de Joan Baez e Bob Dylan, compostas por ele, claro.
O prémio não deixa de ser também um tributo à folk music americana e a todos, e são muitos, os que interpretam os seus excelentes poemas.
Curioso vai ser ver Bob Dylan, ao seu estilo, a receber o prémio num cenário onde impera a formalidade, a solenidade e a etiqueta, perante tão ilustres membros, nomeadamente a Realeza sueca.
Parabéns Bob Dylan...
Eduardo Dias 

domingo, 9 de outubro de 2016

O Nobel da Paz 2016...







Esta coisa dos prémios Nobel fascinam-me! No fundo, são um reconhecimento aos avanços culturais e/ou científicos no mundo. O Nobel da Paz, tem um "sabor especial". É o que causa mais impacto, o mais fascinante, o mais apetecido e o mais "badalado". É dúbio! É difícil quantificar/avaliar a importância dos avanços culturais/científicos. Mas.... ele é especial.

Tanto critico como elogio os escolhidos pela Academia sueca (e norueguesa). Este ano, foi bem direcionado, embora peque pela escolha. Melhor, tinha que ser dividido.
Juan Manuel Santos, Presidente da Colômbia foi o eleito pela Academia. De acordo. Então e Rodrigo Londoño, o líder das FARC (forças armadas revolucionárias da Colômbia)?

Um acordo de paz, de tréguas, de cessar fogo tem no mínimo dois intervenientes. Neste conflito (Colômbia versus FARC) também eles são dois: Juan Manuel Santos (Presidente da Colômbia) e Rodrigo Londoño (lider das FARC).


Com todo o respeito e admiração pela Academia Sueca, e tendo em conta que este é provávelmente o conflito mais longo da História (iniciou-se em 1964), a atribuição do Nobel da Paz 2016 não foi imparcial... Houve dualidade de critérios. O Mundo e os colombianos em especial, não ficarão alheios à escolha...


Eduardo Dias

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Apoliticismo e iliteracia política...

É mesmo! É assim que eu defino, na sua maioria, os portugueses. São apolíticos e a sua literacia (política), neste caso deixa muito a desejar.
Não tem a ver com os resultados eleitorais, embora também eu não tenha gostado do resultado tendo ficado mesmo um pouco "aziado", mas, o que me preocupa é a ignorância e o desprezo que a maioria de um povo tem pela Política.
Uma abstenção a rondar os 44% da população vem provar o desinteresse dos portugueses pela Política, pelo país, pelos outros ou mesmo por quem vai governar/liderar Portugal na próxima legislatura. Sim, legislatura embora saiba que muitos nem sequer saberão o significado desta (complexa) palavra. É o apoliticismo no seu auge, melhor, a qualidade dos apolíticos.....
Sendo a iliteracia a "incapacidade de perceber ou interpretar o que é lido" aos iliterados portugueses tiveram alguma dificuldade em perceber, ler ou interpretar o boletim de voto. A prova, foram as entrevistas de alguns órgãos de comunicação social em que perante a pergunta; Votava no (partido) Portugal à Frente? Resposta rápida e direta; "Claro que votava"..... Outra questão às mesmas pessoas: Votava no PSD/CDS.PP? Resposta rápida e direta: " Eu, claro que não". E assim veio ao de cima como a literacia (política) dos portugueses anda muito mal....
Eu, que adoro Política, e entendo que esta deve ser uma ciência respeitada pela sua nobreza, pela sua importância, pelo que representa para os povos,  não merece o desrespeito que lhe é dado pelos portugueses.
Somos um país de apolíticos e iliterados (políticos) com a agravante de não se fazer nada para alterar a situação, O "dever cívico" não chega, além de ser muito dúbio para a maiorias dos cidadãos.....
Eduardo Dias


quarta-feira, 25 de março de 2015

O meu Amigo Zé Ribeiro!


Foi assim durante vários anos.......
Olha o meu amigo Zé Ribeiro!
Estás bem "Dudu"! (como carinhosamente me tratava)
Era assim que nos cumprimentavamos pela manhã..... ao longo de anos na estação da Amadora.
O Zé Ribeiro, era aquele amigo, o amigo do peito, aquele que todos gostariam de ter como AMIGO.
Eu, tive o privilégio de o ter durante alguns anos....
Privei com ele bons momentos.....
Cafézinhos na estação do Metro da Amadora, caminhadas para o "PMOIII", discursos matinais aos comandos das majestosas máquinas do ML sobre o Benfica, sobre Castelo Branco e muitos almoços na Pontinha....
Saudades Amigo. Eras especial.....
 Mas... hoje tudo acabou e sem dizer adeus....
O Meu AMIGO Zé Ribeiro foi-se embora!
Ficas na minha memória, no meu coração e um dia vou ter contigo.....prometo
Até um dia AMIGO Zé Ribeiro.
Do teu amigo "Dudu".
Eduardo Dias

terça-feira, 6 de maio de 2014

Troika/governo de Portugal! "Saída limpa" mas de consciência suja.....

Com o aproximar do final do programa de resgate a Portugal, foi anunciado pelo governo de Portugal com pompa e circunstância uma "saída limpa".
Não percebo muito bem o termo de "saída limpa", mas entendo-o como uma limpeza à dignidade dos portugueses, à dignidade de um país, à perda de soberania e ao enxovalhamento político, económico e social de uma nação com mais de 800 anos de história.
Se "saída limpa" se traduz no retrocesso do nível de vida  em mais de 15 anos, desemprego a duplicar nos últimos 3 anos, desigualdades sociais cada vez maiores, dívida pública em valores nunca vistos.... Então? Imagino o que seria e como seria uma saída suja! 
Não me venham com a história de que vivíamos acima das nossas possibilidades. Não. Vivíamos, trabalhávamos e pagávamos os nossos impostos e outros deveres como nos era exigido e melhor do que agora. 
Acima das possibilidades, viviam e continuam a viver os dirigentes políticos (alguns) de sucessivos governos com especial incidência no actual, alguns banqueiros e alguns gestores. Estes sim. Quase todos eles conhecidos dos portugueses tornaram-se nos abutres da Nação. Levaram-na à ruína, enxovalharam-na e puseram em causa a sua própria soberania. O caso dos bancos, os submarinos, a face oculta, a banalidade da mentira....enfim. O uso e abuso do poder. Estes sim, tem a consciência suja, pesada e alguns deles já mesmo putrificada. Como me apetece dizer nomes!!!!
Os novos e modernos termos tais como "saídas Limpas", "mercados", "mercados adormecidos" ou mesmo "despertar dos mercados" servem de escape/desculpa a estes bisontes da sociedade para se redimirem ou desculparem das atrocidades cometidas.
O que mais me incomoda não é a situação actual nem a passada, porque essa temos que a resolver, é sim o futuro e se tivermos em conta a iliteracia política, o apartidarismo e o elevado número de apolíticos na sociedade portuguesa a situação complicar-se-á ainda mais.
Temos que ter a noção que vivemos num país ainda soberano, com um regime democrático e onde ainda existe alguma liberdade. As pessoas, o povo, os grupos e a sociedade tem mais poder do que a maioria dos portugueses imagina. O poder económico não se pode sobrepor à sociedade e temos que ter consciência que as pessoas ainda são mais importantes, embora haja iluminados que assim não o entendem. O governo de Portugal é um bom exemplo....
Nota: governo de Portugal foi propositadamente escrito com letra minúscula.
Eduardo Dias

     

quinta-feira, 27 de março de 2014

Os vermes da sociedade....e a deturpação da política!

A MENTIRA: são afirmações ou negações falsas ditas por alguém que sabe de tal falsidade mas com o objectivo de levar os outros a acreditar nelas. Coisa feia. Todos aprendemos na escola que o acto de mentir é feio e incorrecto  mas há quem insista na mentira.
O POLÍTICO: É um indivíduo activo na política que influencia  a maneira como uma sociedade é governada, através dos seus conhecimentos políticos. A sua missão é exercer com nobreza a Política que não é mais do que a arte ou ciência da organização. Segundo Aristóteles, "a Política é a ciência que tem como objecto a felicidade humana".
O  estado débil da sociedade portuguesa (económico, social e financeiro) não se deve à política que, embora não seja uma ciência exacta  rege-se por conhecimentos criteriosamente organizados, mas deve-se sim aos políticos (alguns) ou falsos políticos que a praticam porque são incapazes de com ela "proporcionar a felicidade humana".
A política é uma ciência humana que deve ser respeitada e nem todos estão aptos a exercê-la. Em Portugal é o contrário. Qualquer um pode ser político, auto intitula-se de político ou exerce a actividade política (basta ter a 4ª classe/ano) mesmo que  muitos deles não saibam sequer o que é a política. 
Os políticos (alguns) em Portugal usam esta ciência para proveito próprio, passam por lá mesmo sem serem creditados, para preparar o seu próprio futuro. Pior ainda é que usam e abusam da mentira para convencer o cidadão comum a acreditar nas sua falsas ideologias aproveitando-se assim da "ignorância" ou desconhecimento político de muitos portugueses. Estas passagens proporcionam na maioria dos casos futuros risonhos.
É comum em Portugal ver "políticos" em altos cargos como ministros ou secretários de estado (de passagem) que não são mais do que criaturas que envergonham e usam a política para proveito próprio, dos familiares ou dos amigos. Eles são os responsáveis pela desorganização económica, social e financeira do país. São eles que nomeiam os (seus amigos) consultores, os (seus amigos) administradores de empresas públicas e responsáveis pelas maiores derrapagens financeiras que posteriormente vão recair sobre o Estado.
Muitos dos (falsos políticos) que exerceram funções governamentais (de passagem) têm agora ou posteriormente altos cargos em grandes empresas privadas, multinacionais ou na alta finança mundial graças à sua passagem pela política. Todos eles viram a sua situação profissional e económica subir exponencialmente independentemente do trabalho mais ou menos repugnante enquanto exerceram a sua "actividade política".
São para mim os vermes da sociedade que usam a mentira para proveito próprio e responsáveis pela deturpação da política em Portugal.
Vermes ainda é um elogio se compararmos por exemplo com a importância do papel desempenhado pelas minhocas na ecologia, os políticos (alguns) portugueses ficam muito aquém.
Eduardo Dias  

sexta-feira, 14 de março de 2014

O manifesto do diabo!

Quando os subscritores do "manifesto pela reestruturação da dívida pública" o assinaram, provavelmente não imaginavam que este documento iria provocar, quase que, uma "hecatombe" nas hostes políticas portuguesas. O número de vítimas, odiados, enxovalhados, mal tratados e descredibilizados de que têm sido vítimas os subscritores deste "célebre" documento soma e segue.
O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, ter-se-á sentido ofendido e começou por dar o exemplo assim que soube do documento e que dois dos seus consultores o tinham assinado. Exonerou de imediato Vítor Martins e Sevinate Pinto. Atitude lamentável (mais uma) do Presidente da República, mas que, serviu pelo menos para estes dois senhores consultores (funcionários da Presidência da República) saberem o que é a "verdadeira" democracia em Portugal.
O primeiro ministro também reagiu de imediato e bastante irritado, como tem andado nos últimos tempos, não deixou de considerar que falar em reestruturar a dívida pública é masoquismo e que "essa gente" que assinou o manifesto, não estão mais do que a "negar a realidade". De uma assentada, o primeiro ministro descredibilizou 74 notáveis da sociedade portuguesa (com uma linguagem pouco digna de um primeiro ministro) e deitou por terra o célebre documento.
Para mim, se falar em reestruturar a dívida pública é masoquismo, então cortar salários, cortar pensões, cortar no estado social, na saúde e na educação não o será? Assim, e como referiu Nicolau Santos no Expresso, também eu prefiro ser masoquista.
Também o FMI (o maior saqueador do universo) opinou negativamente. Reestruturar nem pensar, há que pagar o mais rápido possível sem olhar as consequências já que assim aumentam as probabilidades de cá voltar uns anos mais tarde.
Bagão Félix, um dos subscritores, foi dos primeiros a reagir ao "enxovalhamento público das 74 vítimas" e atacou forte os alinhados à troika e em especial o primeiro ministro. Segundo Bagão Félix, tendo em conta a actual situação do país e a presença da troika em Portugal, não podemos falar em reestruturar a dívida ou opinar sobre ela porque assim podemos melindrar alguém (primeiro ministro e presidente da república incluído), lançar sinais errados aos "assombrosos" mercados ou ferir o "embuste" a que chamam troika. Concordo. 
Perdemos a soberania, somos roubados mês após mês, a liberdade é cada vez mais limitada, mas não nos vão (conseguir) obrigar a "enterrar a cabeça na areia"!
Permitam-me concluir que o grupo dos "alinhados à troika" se consideram as pessoas mais inteligentes do país....... Mas não o são, bem pelo contrário.
Eduardo Dias  

terça-feira, 11 de março de 2014

Governo de Portugal! Não nos humilhem mais por favor...

Hoje, o "jornal da uma" da TVI teve início com três notícias/intervenções de membros do governo de Portugal. Com qualquer uma delas senti mais uma vez que os argumentos usados pelos nossos ministros têm como principal objectivo vangloriarem-se a eles próprios e ao seu trabalho, fazendo dos portugueses ingénuos e ignorantes. 
Na primeira, a ministra da Justiça inaugurava a sede da polícia judiciária, uma das maiores do mundo (e nisto é que nós somos bons) e a sua primeira preocupação foi dizer que conseguiu reduzir o preço da obra de 103 para 85 milhões de euros "coisa que outros disseram não ser possível". Quanto à primeira parte  há que dar mérito, a segunda era desnecessária e já agora, se a Parvaloren não perdoasse os 17 milhões de euros à empresa de Filipe Vieira e do seu sócio e o (desleixo do) tribunal 1 milhão a Jardim Gonçalves o estado poupava mais 18 Milhões (18+18=36 milhões) o que era melhor. Os recursos humanos, a dignidade das pessoas e as condições de trabalho, ficam para outra altura.
Na segunda, o ministro da Administração Interna veio enaltecer "a atitude irrepreensível" das forças de segurança na manifestação destas mesmo, no passado dia 6 de Março. Pergunto eu? Será que para manter a ordem, numa manifestação de forças de segurança, é necessário um dos maiores dispositivos de forças especiais vistas em Portugal? Será que confia nas suas forças de segurança? Foi para si um exemplo irrepreensível aos olhos portugueses? Senhor ministro, não somos ingénuos e sabemos que nem tudo vai bem.
Na terceira, o primeiro ministro falava de um "manifesto de reestruturação da dívida" assinado por figuras nacionais de renome e de vários quadrantes. Políticos (esquerda e direita), ex ministros das finanças, Economistas, empresários etc. e que pretende ser um "apelo de cidadão para cidadão".
Já se esperava a resposta negativa do primeiro ministro e este justificou-se com a "mensagem errada aos mercados" e com "a mensagem errada a todos os países que esperam que Portugal cumpra as suas obrigações". Será que o primeiro ministro não sabe que reestruturar a dívida não é deixar de pagar? Será que o manifesto não merece sequer uma análise rápida, atendendo às figuras envolvidas? Será que as setenta personalidades é que estão erradas e o primeiro ministro correcto?
Não. É a dificuldade em aceitar a opinião dos outros. Este manifesto só teria sucesso se tivesse a assinatura de Angela Merkel e, mesmo assim os mercados e os outros (que nos ajudam/roubam) estarão sempre à frente dos portugueses. É triste.
Embora nos queiram fazer passar por isso, nós portugueses não somos ingénuos, não somos parvos e muito menos ignorantes....
Eduardo Dias 


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

A Islândia e a União Europeia....

A Islândia acaba de dar um "passo de gigante" no seu futuro, com a retirada do pedido de adesão à União Europeia (UE). Esta é a minha convicção.
Mesmo sem ser membro da União Europeia a Islândia já sofre na pele a pressão do "Abutre" europeu no que toca às cotas de pesca, nomeadamente da cavala e do arenque. Não sou contra as cotas, neste caso da pesca, mas elas devem ser utilizadas como preservação das espécies e não como interesses transfronteiriços dos países mais poderosos. 
A UE é especialista nestas "jogadas de bastidores" e acredito que se preparava já para acenar com muitos milhões de euros aos proprietários da frota pesqueira islandesa para abate de uma grande parte dessa mesma frota. Já aconteceu assim com Portugal e não iria ser diferente com os islandeses.
Ainda a recuperar de uma crise financeira (2009), a Islândia tornava-se assim uma presa fácil para o papão (UE) e com a entrada de muitos milhões de euros nos primeiros anos, aniquilavam-se os recursos, e posteriormente seguir-se-ia o resgate ou a ajuda com as consequentes medidas de austeridade. A juntar a tudo isto, havia ainda a perda de soberania, o enxovalhamento mundial e a pobreza/miséria dos seus habitantes, coisa que não devem estar muito habituados. Com sorte, a Srª Merkel já não seria chanceler da Alemanha, porque se ainda o fosse, a situação seria bem mais complicada.
Países com uma economia débil, muito dependente de um único sector de actividade (embora a Islândia nas últimas décadas tenha apostado no turismo e na indústria) e com uma moeda forte (no caso de aderir ao euro), e tendo em conta que as "sanguessugas" da União Europeia se instalariam de imediato, seria meio caminho para a ruína.
Actualmente a União Europeia é uma farsa (excluindo a livre circulação de pessoas e bens), não respeita os princípios dos seus fundadores e é actualmente o maior contribuinte para o aumento das desigualdades sociais na Europa.
Os meus parabéns à Islândia por continuar independente. O futuro passa pela assinatura de acordos bilaterais com a UE e com outros estados membros de modo a salvaguardar os seus interesses, os seus recursos e a sua soberania.
Eduardo Dias        

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

PSD... Quando se "roça" a ditadura!

Nunca fui militante. Nunca simpatizei com este partido. Mas tenho o máximo respeito pelo partido, por alguns militantes e pelos meus amigos e familiares que se identificam com ele.
Já disse várias vezes que o actual PSD tem atitudes e actos que, em minha opinião, se assemelham aos mais "ilustres" ditadores do universo político mundial. Digo mundial, porque muitas delas já ultrapassam aquele que foi para muitos o maior ditador nacional: António Oliveira Salazar.
A arrogância política do seu líder, o ódio à função pública, a "passadeira vermelha" aos que se mantêm fieis (na administração central, local e empresas públicas) com destaque para os "jotinhas", a disciplina de voto na Assembleia da República (em decisões que devem ser pessoais), querer proibir as candidaturas independentes a eleições, a cobardia com que se "verga" a alguns líderes europeus ignorando os seus cidadãos, a expulsão de militantes que "se desviam" do líder, entre outras....
São atitudes deploráveis do actual PSD. Mas este meu post deve-se à expulsão do partido do Dr. António Capucho.
António Capucho, fundador e militante do PSD, digno representante do partido, foi agora expulso pelo Conselho de Jurisdição Nacional do PSD, só porque não pactuou com o líder e concorreu ao poder local por uma lista adversária nas eleições autárquicas de 2013. É lamentável. Salazar já fazia o mesmo mas era um regime ditatorial e agora estamos numa democracia (embora eu a considere de falsa por não se respeitarem os principais Orgãos de Soberania) e muitos portugueses ainda acreditam neste partido que já foi democrático.
Com estas atitudes, os momentos áureos que ainda vive o PSD, devem-se única e exclusivamente ao elevado número de apolíticos portugueses e ao desinteresse dos jovens pela política em Portugal. A abstenção a rondar os 50% privilegia este partido. Os mais idosos, os menos cultos (na análise política), os subsidiados e os "boys" do partido (que é grande e tem muitos), continuam  fiéis e vão votar. 
O actual PSD está desfasado e não  se identifica com o PSD do tempo da sua fundação e a comprovar esta minha teoria está a queda de 40% na militância (pagantes) desde que Passos Coelho é o líder. E não é pela mísera quantia de 12€ anuais (6€ para os jotas) que o PSD perdeu 40% dos militantes nos últimos dois ou três anos. 
Lamento a expulsão do Dr António Capucho e o regime de chicote que reina no partido. Cada vez me convence mais que o actual PSD, prepara os "jotas" para o estrelato político e os políticos para o estrelato financeiro (nacional ou internacional). Não é necessário estar muito atento para verificar que a valorização pessoal, profissional e financeira dos seus elementos se sobrepõe aos interesses de Portugal e dos portugueses, quando deveria acontecer o contrário.
Interrogo-me eu? Será este o PSD defensor da democracia? Será o seu "núcleo duro" constituído por verdadeiros democratas? Não creio. Certo é que a liberdade política para alguns já acabou e começou logo por alguns ilustres do PSD.
Eduardo Dias
   

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Cristiano Ronaldo....e a justiça desportiva.

Depois do cartão vermelho a Cristiano Ronaldo no fim de semana passado, coisa rara, soube-se agora o castigo aplicado ao jogador pelo comité de competição espanhol. Três jogos de castigo. Um jogo de castigo pelo "puxão" de cabelo ao adversário, que em meu entender foi mais para testar a oleosidade do cabelo de Iturraspe, e dois jogos pelos dois ou três estalos que deu a ele próprio quando abandonava o relvado.
Leva-me a concluir que em terras de "nuestros hermanos" não se pode ser "um pouquinho" masoquista. A aplicar este castigo, deveria ser no mínimo ao contrário, dois jogos pelo "teste da oleosidade" a Yturraspe e um jogo pelo acto masoquista de Cristiano Ronaldo.
Não deixa de ser um "excesso de autoritarismo" do comité de competição espanhol e um descrédito para Yturraspe, já que dois ou três "auto estalos" de Cristiano Ronaldo são mais importantes que um "teste de oleosidade" ao seu cabelo. Assim, não vai ter o apoio de marcas como a linic, a tresemmé ou outra qualquer.
Acredito que esta decisão do comité, caricata e pitoresca, provoque algum mau estar nos organismos do futebol espanhol e muita indignação ao jogador e às gentes afectas ao Santiago Barnabéu.
Tal como em Portugal, no mundo desportivo e mais propriamente no futebol  também em Espanha outras forças se sobrepõem....
Força Cristiano Ronaldo.....e parabéns pelo teu aniversário.
Eduardo Dias    

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Joan Miró...

Não tenho vergonha de ser português, mas tenho vergonha, e muita, do actual Estado português ou melhor, dos governantes (ministro, ministros, secretários de estado, assessores, etc.) que lideram uma nação com 900 anos de história. Envergonho-me do respeito que os governantes de Portugal nutrem pela cultura. Neste caso pela arte de Joan Miró.
Para os actuais líderes políticos, outros valores se sobrepõem nomeadamente o sector financeiro e a preparação do futuro individual de cada um deles. 

Desde que este governo tomou posse é notória a sua falta de interesse pela cultura, mas não pensei que pudesse chegar tão longe. Portugal, nunca mais vai conseguir uma colecção de arte de Joan Miró como esta que, neste momento, ainda é proprietário dela. Amanhã (talvez) já não o será. Para mim, não passam de pessoas incultas que "deitam fora" um tesouro que pertence ao Estado português e que agora vai a leilão. Vergonhoso!

Uma riqueza cultural que assim se esbanja e os 40, 50 ou 60 milhões de euros do leilão poderão ir direitinhos para financiamentos a partidos políticos (que nada tem de cultural), financiamento de caravanas ministeriais, mordomias de ministros, de  presidentes da república ou, não sei mais o quê.
Portugal acabou com o cancro BPN,  criou a Parvaloren cujo nome já por si é duvidoso (da qual já falei neste blog), e que tem como objectivo gerir os "lixos tóxicos" do BPN. É ela a responsável deste leilão e imagine-se, tão novinha, ignorou desde logo os princípios básicos da lei de bases do património cultural. É muito arrogante por parte desta empresa, mas basta dar uma espreitadela nas suas contas de 2013 e ver quanto os contribuintes (Estado) lá  injectaram no ano anterior e tirar conclusões do que nos espera. Para mim um segundo BPN mas mais sofisticado.
O país de ignorantes que Teófilo Braga já anunciava no inicio do séc. XX, não evoluiu  muito, começando pela administração central, que parece não ter a noção do valor patrimonial (e monetário) que tem a colecção de arte de tão ilustre pintor e escultor catalão.
Apetece-me dizer (em linguagem brejeira) o que é que vai nessa cabecinha Jorge Barreto Xavier (secretário de estado da cultura). Nada me impede de pensar se não se trata de interesse pessoal, vaidade, auto promoção ou mesmo "preparar o futuro", sendo o principal signatário, por conseguir levar tão ilustre colecção de arte a um dos maiores palcos de leilões do mundo: A Christies de Londres.
Esta gente está a causar danos irreversíveis a Portugal e os portugueses continuam impávidos, sem reacção!
 "Acorda meu povo"....
Portugal começou a ser vendido aos bocadinhos.... A Cultura vai ficar mais pobre.... e os abutres em Portugal deixaram de ser necrófagos.... 
Eduardo Dias



   

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Pete Seeger!

Hoje a música ficou mais pobre. Para mim, o melhor género musical, o folk , perdeu aquele que muitos consideram ser o seu pai, ou um dos seus criadores. Morreu Pete Seeger.
Pete Seeger foi um "monstro", no bom sentido, da música folk americana e serviu de inspiração a muitos músicos de renome como Joan Baez, Bob Dylan ou Bruce Springsteen entre outros.
Pete Seger não foi só um excelente cantor e compositor foi também um lutador da causa ambiental, um activista e um defensor dos direitos humanos. Foi o criador da "música de protesto" sendo o "we shall overcome" uma das mais emblemáticas e que se veio a tornar mais tarde o hino do movimento americano dos direitos civis.
A sua vida nem sempre foi fácil e o seu ar rebelde, a par de tantos outros, causaram-lhe alguns problemas. Foi perseguido pelos serviços secretos americanos, acusado de ser comunista (coisa proibida nos EUA) mas mesmo assim não se intimidou e chegou mesmo a viajar para Cuba e a cantar com grandes nomes da música cubana.
Pete Segeer partiu mas deixou um legado musical difícil de apagar da História e um grupo de seguidores que não o vão esquecer tão cedo mas, não tenhamos dúvidas que o folk americano ficou mais pobre.
Foi inspirador de muitos artistas mas dois, que provavelmente aprenderam muito com ele, são para mim os génios ainda vivos da música folk americana: Bob Dylan e Joan Baez.  O mundo da música e em especial os amantes deste género musical estão gratos ao génio. Ao fim de sete décadas de criatividade, alegria e boa música o ídolo foi-se embora!!!
Obrigado Pete Seeger....
Eduardo Dias




sábado, 25 de janeiro de 2014

Lyubov Orlova. O "monstro" dos mares.

Começa a ser cada vez mais preocupante a insensibilidade que as Nações têm umas pelas outras. Este "salve-se quem puder" é comum à maioria delas, independentemente de serem muito ou pouco desenvolvidas, ricas ou pobres, do norte ou do sul. A área económica e social, talvez devido à mediatização, são aquelas que mais evidenciam a crueldade do ser humano (e das Nações), mas o caso do Lyubov Orlova é mais uma questão ambiental.
O Lyubov Orlova é um navio de cruzeiro de expedição construído em 1976 (de bandeira Russa até 1999 e actualmente de bandeira das Ilhas Cook) que navega há cerca de um ano em alto mar, à deriva, em local incerto, e com uma tripulação de milhares de ratazanas "canibais".  As ratazanas esfomeadas e infestadas de  doenças tornaram-se canibais devido à falta de alimentos.
A aventura caricata do navio começou há mais de um ano, quando aportou em ST. Jhones na Terra Nova (Canadá), e os seus tripulantes por falta de mantimentos e de pagamento abandonaram o navio. Mais uma série de peripécias, com uma batalha legal pelo meio e a consequente falta de acordo, o navio foi rebocado por uma empresa canadiana para alto mar.
Cientes que o "embuste" já não punha em perigo os poços de petróleo e gás natural, e a probabilidade de voltar para águas canadianas (à deriva) ser quase nula devido a ventos e correntes marítimas favoráveis e, já em águas internacionais, cortam-se ou partem-se(???)  os cabos de ligação ao rebocador e abandona-se o navio. A Terra Nova, melhor o Canadá livrou-se assim de tão ilustre "flutuante" à deriva com uma tripulação animalesca composta por milhares de elementos indesejáveis, em águas internacionais, e que mais tarde ou mais cedo, caso não se afunde o que é pouco provável, vai ser um presente envenenado para qualquer outro país do mundo. O Canadá não ficou bem na fotografia e não deixa de ser um dos principais responsáveis pelo "monstro dos mares" que continua em parte incerta.
Mas, nós portugueses com a sorte que temos, mais tarde ou mais cedo, temos fortes probabilidades de avistar o Lyubov Orlova junto da costa portuguesa. Não há problema, é que com o nosso poderio económico, resolvemos o problema de imediato nem que seja para o parque subaquático de Portimão para fazer as delicias dos mergulhadores. Ficamos mais ricos e aumentamos assim a nossa frota naval, muito debilitada nos últimos anos.
Eduardo Dias