sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Parvalorem, SA... e o perdão dos créditos "incobráveis".



Tem como accionista único o Estado Português e é uma empresa criada pelos nossos "ilustres" governantes para resolver os problemas causados pelos abutres do BPN, com o objectivo de minimizar os danos causados ao Estado pela corja de ladrões que presidiu aquele banco e as empresas associadas. Um desfalque que poderá ser superior a 9 mil milhões de euros. A sua nacionalização (pelo governo anterior) foi provavelmente o maior erro, a par de outros menos relevantes, que arrastaram o país para a situação actual.
Ora, esta magnifica empresa « tem por objetivo gerir, criteriosamente e com o sentido bem presente do “Interesse Público”, a carteira de créditos adquiridos no âmbito do processo de reprivatização do BPN».
A intenção até pode ser boa mas, segundo a imprensa de hoje e a ser verdade, acaba de assumir uma dívida de 17 milhões de euros de uma empresa de Luís Filipe Vieira, e do seu sócio, Almerindo Sousa Duarte. O estado acaba assim de herdar mais um crédito, classificado como incobrável a um dos homens mais ricos de Portugal e ao seu sócio. (O facto de ser Presidente do Benfica não deve, em minha opinião, ser chamado para o assunto, até porque a instituição Sport Lisboa e Benfica nada tem a ver com aquilo, e também não acredito que a dívida lhe seja perdoada por ser presidente de tão grande instituição).
Os casos de fraudes, de branqueamentos, de impunidade, de roubos sucedem-se dia após dia em Portugal e eu começo a sentir alguma vergonha por ser natural de um país onde os abutres e os ladrões de colarinho branco se multiplicam ano após ano sem que a justiça seja aplicada a todos por igual, como deve acontecer num estado de direito.
Assim sendo, afinal para que servem estas empresas, se depois os créditos "incobráveis" vão parar às mãos do Estado! Talvez, o "Cobrador do Fraque" desempenha-se melhor o papel. 
A minhas questões: Será esta divida mesmo incobrável? Será que a Parvalorem está a cumprir os objectivos para a qual foi criada? Não será a Parvalorem uma empresa parva, criada por gente parva para fazer dos portugueses parvos?
As minhas dúvidas....
(Com todo o respeito pelos funcionários)
Eduardo Dias







domingo, 17 de novembro de 2013

Portugal e os Símbolos da Nação....

Durante todos os meus estudos e posteriormente no Corpo de Tropas Para-quedistas, foi-me ensinado e incutido o respeito a ter com os Símbolos Nacionais: O Hino Nacional, a Bandeira Portuguesa e o Presidente da República. Foi-me ainda ensinado que, embora não seja um símbolo nacional, deve ser cumprida e respeitada a Constituição da República Portuguesa já que esta é a lei suprema de todas as leis, e  Portugal um Estado de direito que assenta numa democracia. Nada mais claro e perceptível.
Com o actual governo, já vamos estando habituados  ao desrespeito pela Constituição e à falta de conhecimento, penso eu, pela separação de poderes (de Montesquieu) comprovada por uma pressão quase diária exercida por membros deste órgão de soberania, sobre os tribunais, nomeadamente sobre o Tribunal Constitucional.
Agora, não menos preocupante é a falta de rigor, o desleixo ou mesmo o desrespeito que se tem vindo a verificar com os símbolos nacionais, nomeadamente a Bandeira Nacional. Mais caricato ainda, é quando se trata de um Símbolo Nacional (Presidente da República) a não ter a devida atenção perante outro Símbolo Nacional porque não acredito que não o respeite. Claro que não é o Presidente da República o principal culpado, mas toda aquela comitiva que o acompanha ou mesmo as entidades que promovem ou preparam os eventos que tem que ser chamada à atenção.
Há um ano atrás, foi a Bandeira Nacional de "pernas para o ar" na Câmara Municipal de Lisboa. Há dois dias foi a inauguração da Santa Casa da Misericórdia em Vizela com uma espécie de Bandeira Nacional "made in China" onde não eram respeitadas as dimensões da Bandeira (verde 2/5 e vermelho 3/5) bem como os sete castelos dourados (que representam a independência de Portugal) sendo estes substituídos por "pagodes" chineses. Estes são apenas dois de muitos casos que se tem verificado.
Começa a haver uma displicência e uma falta de rigor  inadmissível quando se lida com símbolos nacionais em actos públicos.
Não será altura de repreender ou mesmo penalizar quem comercializa, fabrica ou adquire tais embustes que servem unicamente para denegrir a imagem de uma Nação e a falta de respeito pelo seu povo?
Tenho esperança que sim. Portugal e os portugueses merecem, por parte das diversas entidades nacionais, o máximo respeito pelos símbolos Nacionais.....
Eduardo Dias