terça-feira, 30 de março de 2010

Provocações...



As redes sociais são actualmente uma ferramenta ao alcance de todos com um potencial inesgotável, em todas as áreas e sectores de actividade, nas mais diversas partes do mundo. Mas, elas têm o melhor e o pior. Como já disse anteriormente, elas estão no topo das cusquices , mas pior do que isso é a recente praga que se instalou nas mesmas nos últimos tempos levadas a cabo por alguns dos seus ilustres utilizadores: Os joguinhos inúteis, infantis, e de pouco bom gosto mas que actualmente minam, dominam e esgotam as páginas do faceboock. Dizia-me um amigo há uns dias: "Já desisti do facebook porque não se aprende nada. Cada vez que lá vou só vejo hortas, bonecos, peixinhos, bicharocos, troféus virtuais etc...". Concordo com ele.

Existem actualmente muitos outros meios virtuais e mais eficientes para os jogos e que não "congestionam" as redes sociais. Estas deviam ser usadas para outros fins como contactos pessoais e profissionais, cultura, troca de opiniões, cidadania, ambiente, desporto, lazer etc....


Não sou de forma alguma contra os jogos, mas também não tenho o mínimo interesse na "horta do meu vizinho" (FarmVille) ou no bicharoco que nasceu num Zoo virtual (Zoo World) . Actualmente tenho 64 pedidos para os referidos jogos e ainda há pouco tempo os ignorei todos.

Cada coisa no seu lugar e não me parece o local ideal para bricadeirinhas de crianças, pois é um espaço que pertence a todos. Também me podem dizer: se estás mal muda-te. Aceito, mas é a minha opinião.
Se o Facebook começar a ser pago, como já se fala, até sugiro uma taxa adicional à ocupação do espaço virtual por parte dos "agricultores", "lutadores", "Criadores" etc... pelos danos causados aos transeuntes virtuais e aos que aproveitam as tecnologias e as colocam ao seviço da Humanidade.
Que me desculpem os jogadores, mas são as minhas provocações...
Eduardo Dias

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

A incompetência do ministro das finanças


Infelizmente Samuelson (um génio da economia) faleceu há pouco mais de um mês. Se fosse vivo e tivesse conhecimento da "obra" do ministro das finanças, Teixeira dos Santos, ficaria estupefacto e interrogar-se-ia como é possível Portugal ter neste cargo uma pessoa que desempenha as suas funções de forma tão grosseira. Teixeira dos Santos já foi considerado o pior ministro das finanças da UE, mas se fosse a nível mundial deveria subir poucos lugares. A história do défice é impressionante. Antes das eleições, era de 5,9%, depois das mesmas já ia para os 8%, mais tarde,antes da apresentação do orçamento de estado já era 8,9% e agora já são 9,3%. Como é possível acreditar em pessoas assim? Mais grave, foi ter dito o seguinte: "não percebo como é que o défice chegou aos 9,3%".
Assim não vamos lá. Não se olha a meios para por os interesses do partido e os deles, recorrendo a mentiras e jogadas baixas contra os cidadãos. São formas grosseiras de fazer política que em nada dignificam Portugal. Não é preciso estar muito atento para ver como as instituições internacionais já olham com alguma desconfiança para o nosso país.
Enfim... vamos aguardar, mas, a mim não me oferecem confiança nenhuma. Portugal não merece isto.





Eduardo Dias

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Os "donos" dos muros

Comemorou-se recentemente os 20 anos sobre a queda do muro de Berlim. Foi sem dúvida um marco histórico e, penso eu, todos estamos de acordo que aquele muro não fazia sentido.

Então e os restantes? Será que os "donos" dos muros ainda existentes não lhes pesa na consciência serem proprietários dos "monumentos" mais aberrantes da história da Humanidade? E vê-los discursar e comemorar todos contentes e risonhos em Berlim, foi ainda mais triste. Será que não lhes pesou na consciência?

No Mundo devem existir mais de vinte muros que são autênticas barreiras à liberdade das pessoas e que a maior parte deles não faz sentido algum. As desculpas dos seus "donos" são a imigração, o tráfico de droga, a religião etc. mas em minha opinião não é com estas aberrações, criadas pelo homem, que resolvem os problemas.

O muro na Irlanda do Norte que separa nacionalistas católicos e unionistas protestantes e o muro nas cidades de Melila e Ceuta, construído pelo governo espanhol, são os mais próximos de Portugal. Um por motivos religiosos outro para conter a imigração. Não faz qualquer sentido.


O muro na Cisjordânia, construído pelo governo israelita é dos mais irritantes, em minha opinião, que para além de separar famílias, reduz ainda mais o já pequeno território palestiniano que a pouco e pouco tem sido roubado pelo estado de Israel. Desculpa: evitar a passagem dos terroristas.
O muro que divide a cidade de Nicósia no Chipre, tem o bonito nome de linha verde e até é gerido pela ONU. Tão fácil, uma parte para os Gregos e outra para os Turcos. Sem qualquer sentido.

O muro que separa os EUA do México, construído pelo governo americano é o maior do Mundo (mais de 3000 km) e que tem além de barreiras físicas, autênticas armadilhas mortiferas e sofisticados sistemas de detecção de movimentos. Desculpa: Evitar o tráfico de droga e a imigração.

O muro no Rio de Janeiro ainda em construção, que tem como principal objectivo separar a favela da Rocinha e outras nos arredores dos bairros luxuosos do Rio de Janeiro. Desculpa: evitar a destruição da floresta. Esta até dá vontade de rir. Não se preocupam com a destruição da Amazónia e preocupam-se com uns míseros km em volta da ciadade do Rio.

Não vou falar de mais muros mas é bom não esquecer que países como a India (com três muros erguidos), Arábia Saudita, Sáhara Ocidental, Pakistão, Irão, Iraque, Bostuwana, Zimbabué, Tailandia, Malásia, Brunei, Egipto etc. são países que ostentam estas ilustres aberrações.
Neste mundo de contrastes, era bom para todos terminar com estes ódios entre países e culturas e pensar em substituir os muros existentes por pontes no futuro.

Os "donos" dos muros deviam pensar nisto e quando se comemorar mais uma década da queda do muro de Berlim, espero que não apareçam, eles não fazem lá falta, tenham vergonha...



Eduardo Dias

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

As redes sociais




O ser humano é de facto extraordinário. Tem a capacidade de se adaptar aos tempos modernos, melhorando a forma ou a maneira de criticar, falar, insultar, apoiar, gozar, espiar etc... os outros. É óbvio que utiliza as novas tecnologias e tudo o que estas lhe permitem fazer e descobrir.

Como a "aldeia Global" contribuiu para a redução dos contactos directos com as pessoas, o ser humano encarregou-se logo de arranjar novos métodos de "cuscar" a vida dos outros e de uma forma mais eficaz e mais "soft".

Então vai de criar as poderosas e pomposamente chamadas redes sociais, e eu que gosto mesmo do nome, que não são nem mais nem menos a melhor foma de coscovilhar a vida dos outros, e com algumas vantagens: saber quem são os amigos, o que dizem uns dos outros , o que dizem de nós, o que pensam, o que gostam, o que não gostam etc...
Haverá melhor forma de falar dos outros do que esta? Penso que não.

Mas, até agora o principal alvo das redes sociais tem sido as pessoas singulares, sem grande impacto, agoram imaginem se começarem a ser usadas contra pessoas colectivas, como grandes empresas, grupos económicos, ou mesmo diversos sectores do Estado? As causas podem ser catastróficas. A polémica que se instalou em torno do anúncio do Pingo Doce, pode ter sido o princípio de muitas outras e nasceu no Faceboock.

Vamos aguardar e por enquanto cá continuamos todos contentes no faceboock, no twitter, no myspace, no hi5 etc. a espiolhar toda a nossa rede social de amigos e também dos amigos deles.

Estou a pensar sériamente em usar o faceboock, ( a minha rede social) e mais uma vez como eu gosto deste nome, para apelar aos boicotes. A começar pelo boicote aos combustíveis nas auto-estradas (completamente cartelizados e a liderar as subidas de preços), ao boicote aos comerciantes que aplicarem a nova taxa de pagamentos ATM, já que não posso boicotar os imbecis dos governantes que transpuseram a directiva Europeia da referida taxa, entre outros. Talvez não seja má ideia...

E vivam as redes sociais...



Eduardo Dias



segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O Nobel da Paz



Sou por norma um crítico das políticas Norte Americanas para a paz internacional. Como quase todos fiquei surpreendido com a atribuição a Barack Obhama do Nobel da Paz deste ano, mas ao contrário de quase todos concordo com a atribuição deste importante prémio ao Presidente dos EUA.


Muitos, provavelmente não se lembram ou não sabem que o Nobel da Paz tem tramites diferentes dos outros quatro na sua atribuição (o da Economia não é um "verdadeiro" prémio Nobel). Enquanto os Nobel da Física, Química, Literatura e Medicina são atribuidos a quem já tem obra feita, ou seja, a pessoas que já apresentaram estudos, publicações, resultados etc que contribuiram significativamente para o bem estar da Humanidade nas diversas áreas, o Nobel da Paz, distingue pessoas ou instituições que pelas suas ideias, actos e empenho, estão, poderão ou virão a contribuir para a paz internacional, isto é, pode ser atribuido antes da obra feita.


Em minha opinião, Barack Obhama merece a distinção. Vamos ver se realmente consegue impor as suas ideias, atendendo a que no contexto internacional, é aquele que aparece melhor posicionado. As relações com Cuba são um bom principio. Estou com ele e o tempo o dirá.


Eduardo Dias

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Campanha eleitoral/polémicas da treta


Gosto de política, assumo. Mas repugna-me a mediucridade com que os nossos políticos fazem a campanha eleitoral, para já não falar da forma como têm governado o País.

Lamechices para aqui, polémicas para acolá e não passam disto.

A última são as escutas, mas não vou por aí. Em minha opinião o Presidente da República tem uma cota parte da culpa quer pelo "timing", quer pela forma como tem conduzido/permitido a polémica.

A que eu gosto mesmo é do TGV. E se querem saber a minha opinião, sou 100% a favor. E porquê?


Porque cada vez mais o transporte ferroviário se afirma como transporte de excelência, mesmo para grandes distâncias, mas, numa condição: Tem que ser rápido, seguro e pontual. Isto consegue-se com o TGV. As linhas já existentes ficam para os regionais, os alfas e o transporte de mercadorias (que anda nas horas da amargura) que tem uma média horária do pior que existe na Europa. O transporte ferroviário só é rentável nos suburbanos, na alta velocidade (TGV) e a aposta no transporte de mercadorias com diversos entrepostos.

Será que os políticos têm noção disto? Penso que não.


Cada uma das principais forças políticas puxa para seu lado. Lamentável!
Depois dos investimentos já feitos, dos fundos disponibilizados, dos acordos existentes, não vejo motivos para interromper o projecto. (Atenção que não sou do PS nem apoio as suas políticas). O investimento é grande, mas, é uma oportunidade única e há outros investimentos, onde se pode poupar dinheiro, como por exemplo nas auto-estradas já projectads e que não são necessárias, pelo menos a curto prazo.

Mas é assim, são os políticos que temos.



Assim, não é fácil conquistar eleitores e fazer com que as pessoas acreditem e gostem de política.


Esperamos pelos próximos capítulos e polémicas, claro...









Eduardo Dias
















sábado, 12 de setembro de 2009

As vantagens do final das férias


Numa altura em que anda (quase) toda a gente com a moral em baixo por causa da gripe, da crise económica, da seleção de futebol, da política, do Sócrates e seus amigos, junta-se ainda o final das férias, o que deixa o país completamente de rastos.

Vamos levantar a cabeça, pensar positivo, acreditar e pensar nas vantagens do final das férias.

As ressacas diminuem drásticamente, tal como as noitadas umas atrás das outras. Terminam aquelas grandes jantaradas, por vezes de difícil digestão, que contribuem de que maneira para o pneusito, para a barriguinha e até uns quilos a mais. É altura de equilibrar os orçamentos já que terminou a "desbunda" de gastos exagerados nos bares, nas lojas, nos divertimentos, etc. Também já não temos que dispender daquele esforço físico a enfrentar as ondas, por vezes frias, assim como tirar a areia do chinelo vezes sem conta durante o dia. Terminam os enjoos nas brincadeiras de barco. As idas aos bares são mais selectivas (para alguns).


Há muitas outras, mas fico por aqui, vamos então voltar à rotina a que já estamos habituados, certinhos, portar bem, levantar a moral e pensamento posítivo. Vamos esquecer a crise, as taxas de juro, o preço do petróleo, e deixarmo-nos de lamechices porque já não falta tudo para as férias do próximo ano. Vamos viver o ano tranquilamente, moral em cima e acreditem que pensar e agir assim faz bem ao ego.


Um bom ano de trabalho!


Eduardo Dias